16 de maio de 2011

A DIVISÃO TERRITORIAL DO ESTADO DO PARÁ

Localizado na Região Norte, o Estado do Pará, com extensão territorial de 1.247.950,003 quilômetros quadrados, é a segunda maior unidade federativa do Brasil, correspondendo a 14,6% do território nacional, atrás somente do Amazonas. Conforme contagem populacional realizada em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população é de 7.581.051 habitantes, distribuídos em 143 municípios.

A grande extensão territorial do Pará tem sido um dos argumentos utilizados para uma divisão desse território e a consequente formação de dois novos estados. Os defensores desse projeto alegam que em razão da extensão paraense, as políticas públicas não são realizadas com eficácia, e a redução dessa área proporcionaria administrações mais eficientes.


No último de 05 do corrente mês, foi aprovado pela Câmara dos Deputados o pedido de um plebiscito para divisão do Estado do Pará em 3 partes, ficando o Pará, Tapajós e Carajás. O projeto seguiu para a aprovação final do presidente do Congresso Nacional, e na sequência a organização eleitoral em até 6 meses para efetivação da manifestação popular sobre o assunto.
 
Desde já, deve ficar patente que a manifestação pela emancipação dessas duas regiões deverá acontecer por todos os eleitores do atual Estado do Pará e não isoladamente por cada região emancipacionista. Para tanto, a Justiça Eleitoral deverá arbitrar imediatamente sobre o assunto, a fim de que não paire dúvidas sobre o processo.

Caso seja concretizada a fragmentação do território paraense, o Estado de Carajás, localizado na porção sudeste, terá 285.000 quilômetros quadrados, cuja capital será a cidade de Marabá. A população dessa região é de aproximadamente 1,3 milhão de habitantes. Essa região apresenta grande riqueza mineral (minério de ferro), além do desenvolvimento da pecuária.


O Estado de Tapajós, por sua vez, terá 722.000 quilômetros quadrados, sendo, portanto, o mais extenso. Apesar de compreender a maior área do Pará, essa região é a menos populosa: cerca de 1 milhão de habitantes. Sua capital será a cidade de Santarém. Essa região apresenta pouco desenvolvimento econômico, composta por grandes áreas preservadas e muitos rios.


Restariam cerca de 240.689 quilômetros quadrados para o Estado do Pará, sua população seria reduzida para aproximadamente 5,2 milhões de habitantes. Caso cheguem a ser criados, os Estados de Carajás e Tapajós serão economicamente inviáveis e dependerão de ajuda federal para arcar com as novas estruturas de administração pública que precisarão ser instaladas, afirma o economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Rogério Boueri.

O economista do Ipea afirma, que considerando os dados mais recentes disponíveis, referentes a 2008, que os Estados do Tapajós e de Carajás teriam, respectivamente, um custo de manutenção de R$ 2,2 bilhões e R$ 2,9 bilhões ao ano. Diante da arrecadação projetada para os dois novos Estados, os custos resultariam num déficit de R$ 2,16 bilhões, somando ambos, a ser coberto pelo governo federal, conforme o especialista do Ipea.

O PIB do Pará em 2008, ressaltou o economista, foi de R$ 58,52 bilhões, e o estado gastou 16% disso com a manutenção da máquina pública. O Estado do Tapajós gastaria cerca de 51% do seu PIB e o de Carajás, 23%. A média nacional é de 12,72%. “Nessas bases, não tem estado que se sustente”, afirma Boueri.
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A contribuição de Rogério Boueri foi retirada da edição de 11/05/2011 do Jornal Correio do Povo de Campo Grande/MS.

13 de abril de 2011

LER PARA ESCREVER


Os livros podem mudar o futuro. Exagero? Não. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Fundação de Leitura Infantil garante que, para crianças de até 5 anos, cada ano ouvindo histórias e folheando livros equivale a 50 mil dólares a mais na futura renda!

Quem é acostumado aos livros desde bebê fica mais preparado para os estudos, para o mercado de trabalho e para a vida. O professor é peça fundamental nisso, porque estimula os alunos a ler mais. Iris Morais da Farmácia Gonçalves da Silva, professora de História e Geografia, tem o sonho de ver todos lendo e escrevendo perfeitamente ao fim da escola: "Fico triste quando encontro alguém no ensino médio que ainda é copista e que, num ditado, não sabe se casa é com s ou com z. Por isso, incentivo muito a leitura. Ler é aprender. Provoco meus alunos, conto trechos de livros, leio revistas", diz a professora de Taubaté, São Paulo.

Ela lê 'Aventuras na História' na sala de aula. "A revista traz temas intrigantes e interessantes. As imagens chamam a atenção, o texto é claro e objetivo. Leituras assim ajudam o estudante a escrever."

IMPORTÂNCIA DA LEITURA
Veja o que dizem o MEC (Ministério da Educação) e outros órgãos da Educação.
  • Permite ao homem se comunicar e aprender.
  • Estimula o senso crítico na criança e faz com que ela tenha um melhor rendimento na escola.
  • Amplia o conhecimento de mundo.
  • Aumenta o vocabulário da criança e também do adulto.
  • Facilita a escrita.
  • Desenvolve a criatividade e a imaginação.
  • É um agente de transformação social do país, pois quem lê mais tem mais acesso à informação e, portanto, é mais capaz de emitir opiniões.
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Este artigo foi retirado da revista 'Aventuras na História', número 67, edição de fevereiro de 2009.

4 de abril de 2011

RIO AMAZONAS, O "DEUS QUE FALA".


Nos mais remotos povoados do sul do Peru, os quéchuas, descendentes dos incas, costumam se referir ao Amazonas como o “deus que fala”, por causa do estrondo de suas águas nos cânions e despenhadeiros. O rio que nasce na Cordilheira dos Andes e deságua no Golfão do Marajó, que abrange os litorais do Amapá e Pará, tem o maior curso em volume e extensão do mundo e representa 16% da reserva de água doce do planeta.

O rio tem 7 mil quilômetros, mas para entender a dinâmica e a complexidade da formação do Amazonas é necessário conhecer a sua bacia, visitar seus lagos e percorrer seus afluentes, algo em torno de 6,8 milhões de quilômetros quadrados.

A tradicional imagem do curso barrento que serpenteia o verde da floresta é apenas um retrato de um rio de muitas faces. Ele nasce cristalino nos Andes, desce azul pelo deserto marrom do altiplano, fica verde nos precipícios do início da selva, ganha a tonalidade amarelada ainda na mata peruana e corta a Amazônia como um imenso tapete da cor de chocolate. É um gigante que desafia a ciência.

29 de março de 2011

AMAZÔNIA DE TODOS NÓS.



A Amazônia é a maior região florestal e hidrográfica do mundo. Ocupa grande parte do hemisfério setentrional da América do Sul.  Estende-se das margens do Oceano Atlântico no leste, até o sopé da Cordilheira dos Andes no oeste. Espalha-se pelas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia, perfazendo mais de 6 milhões de km2.

No Brasil, a floresta é chamada de Amazônia Legal e abrange os Estados do Amazonas, Amapá, Mato Grosso, oeste do Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima, Acre e Tocantins, o que corresponde a 60% do total da floresta Amazônica.

Este blog tem a finalidade de criar um espaço para as discussões que envolvam as questões do cotidiano amazônico, nas suas mais diversas formas. Os mais diversos assuntos passarão por aqui, da ecologia a vida urbana, da economia a política, do esporte a cultura, da educação a tecnologia, porém, sempre respeitando a diversidade e complexidade de seu povo.